segunda-feira, 11 abril, 2016

Projeto apoiado pelo Governo discute produção cultural na Bahia

O Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, na região sudoeste, recebe na próxima terça-feira (12) o projeto ‘Bahias Intemporais’, apoiado financeiramente pelo Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura (FCBA). A primeira atividade do evento será a oficina ‘Tropifagia: do Caos ao Corpo’, ministrada pela artista Isaura Tupiniquim que, a partir de canções contemporâneas e outras mais antigas, busca trazer para o corpo, por meio de movimentos, a noção plural da expressão artística da Bahia.

O Bahias Intemporais tem duas linhas de pensamento – a primeira busca ampliar a noção que se tem sobre a produção cultural contemporânea da Bahia, revelando uma cena plural em termos de linguagem e estilos. A segunda, diz respeito à importância histórica da Bahia para a concepção de cultura nacional. A programação do contempla ações em Salvador e Vitória da Conquista, de abril a junho, incluindo oficinas, debates e apresentações de música e dança, com nomes como Jorge Mautner, Ana de Oliveira, Cláudia Cunha, Caim, Pirombeira e a Cena Tropifágica.

Em Salvador, a primeira ação acontece no próximo dia 16, com a mesa de diálogo ‘Torquato Neto: Inconformismo e Poesia’, onde participam as artistas Ana de Oliveira e Cláudia Cunha. O encerramento será no dia 11 de junho, em show de Jorge Mautner e Cena Tropifágica, com participação de Mariella Santiago. As atividades do projeto acontecem no Cine-Teatro Solar Boa Vista. No bairro do Engenho Velho de Brotas.

A primeira edição do ‘Bahias Intemporais’ tem curadoria do artista Thiago Pondé. Ele afirma que em 2011, no Rio de Janeiro, durante encontro entre a Cena Tropifágica e Jorge Mautner, uma frase dita por Mautner funcionou como a mola propulsora para o nascimento do projeto ‘A Bahia é o umbigo do Brasil’.

No contexto do projeto, a frase de Mautner fundamenta Salvador como primeira capital da República e, portanto, local que está presente na gênese do que é denominado como cultura brasileira, a exemplo da cultura afro, da imagem de baiana associada à Carmen Miranda, do tropicalismo, das canções praieiras de Caymmi, da bossa nova de João Gilberto, entre outras referências.

Na prática, ‘Bahias Intemporais’ funciona como uma plataforma artística de formação e circulação de trabalhos autorais multilinguagem, que se dividem em quatro eixos curatoriais – Intercâmbio Cultural, Experimentação Artística, Baianidade e Brasilidade. “Essa pluralidade de Bahias e a capacidade de ser inovadora no que diz respeito à arte, irrompe na motivação do projeto”. A programação completa está disponível na internet.

Fundo de Cultura

Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artísticas e culturais baianas, o Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. São financiados, preferencialmente, aqueles que, apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.

O FCBA está estruturado em quatro linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação – Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Mais informações estão disponíveis no site da Secult. Fonte: Secom-Ba

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