Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /home/deputado123/public_html/wp-includes/post-template.php on line 284
quinta-feira, 1 outubro, 2015

Mudanças no FIES tornam o programa mais sustentável

O Ministério da Educação (MEC) publicou nessa sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, as novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As alterações, segundo especialistas, dão maior sustentabilidade ao programa. Por outro lado, os estudantes, que terão que arcar com juros maiores, prazo menor para quitar a dívida e o fim do financiamento de 100% do curso, estão preocupados com as finanças.

“A alta da taxa de juros seria natural e é importante para a sustentabilidade do programa”, diz a consultora financeira Gabriela Vale em entrevista à TV Brasil. Pelas novas regras, os juros passam de 3,4% ao ano para 6,5%, ainda inferiores à taxa básica definida pelo Banco Central, atualmente em 13,75%. Além disso, o limite de renda para obter o financiamento passa de 20 salários por família para 2,5 por pessoa.

Segundo ela, a restrição do benefício para pessoas com renda até 2,5 salários mínimos faz com que o programa beneficie quem realmente precisa do auxílio. “Acaba criando um círculo positivo. A pessoa com renda até 2,5 salários mínimos tem a oportunidade de sair dessa faixa de renda, evoluir profissionalmente e financeiramente e, lá na frente, gerar mais riqueza para o Estado, pagar o financiamento e, com isso, financiar os novos estudantes que têm a mesma renda que ela tinha”, diz.

A dica de Gabriela é quitar o financiamento o mais rápido possível e, com isso, no fim das contas, pagar menos juros. “As pessoas que optarem pelo Fies precisam se organizar para tentar pagá-lo o mais rápido possível, assim que se formarem ou que tiverem condições”.

Para o pesquisador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas Vinícius Botelho, as mudanças ainda são tímidas em relação ao potencial do programa. Ele defende um mecanismo mais eficiente para medir a qualidade dos cursos e também para incentivar cursos com maior qualidade em áreas mais vulneráveis – o que, na sua opinião, ainda não é feito com esse modelo do Fies.

Além disso, Botelho considera os juros ainda baixos e o subsídio muito alto. A definição, segundo ele, deveria ser com base na renda futura do estudante, após a formação recebida, e não com base na renda que tem quando começa a estudar. Em relação ao fim do financiamento integral – agora, os estudantes terão que pagar parte da mensalidade de acordo com a faixa de renda a que pertencem. Aqueles com renda menor pagarão também menos – o pesquisador diz que vai ajudar a controlar eventuais aumentos abusivos das instituições. Antes os alunos só sentiam o peso das mensalidades depois de formados, quando começavam a quitar.

Fonte: Agência Estado

Publique o seu comentário

Contato

Palacio Dep. Luis Eduardo Magalhães 1a avenida, Prédio Anexo, gab. 202, Wilson Lins - CEP: 41.745-001 CAB, Salvador/BA.

(71) 3115-7281

alexlima@alba.ba.gov.br