quinta-feira, 1 outubro, 2015

Desperdício de água equivale a 40% do volume distribuído

O desperdício de água em Salvador e região metropolitana corresponde a 40% do volume distribuído. A afirmação foi feita pelo presidente da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Rogério Cedraz, ontem durante visita ao jornal A TARDE.

Desses, 20% estão relacionados às ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”. Para o gestor, os vilões do desperdício são os lava a jato irregulares. “Cerca de mil foram identificados na capital baiana este ano. Eles causam um desperdício de água em torno de 51 milhões de litros por mês”, estima Cedraz.O custo operacional para rastrear essas irregularidades é muito alto. Quem acaba pagando a conta por esse desperdício é a população, assinalou o presidente.”Em 2013, iniciamos uma série de fiscalizações nesses estabelecimentos. No Curralinho (Boca do Rio), por exemplo, identificamos dezenas de lava a  jato. Mas, após um protesto de moradores e do apelo de boa parte da mídia  (que também considerou o lado social da questão), recuamos”, disse o gestor.

Buracos

Os buracos que surgem nas ruas de Salvador após a realização de obras na rede subterrânea estão relacionados com a drenagem e esgoto da via e não com o acabamento da obra, segundo Cedraz.”Assim como as empresas de telefonia, energia, gás, etc., se houver um problema na via, temos que realizar a obra. É claro que, quando executamos esses serviços, fica a marca no asfalto. Mas não significa que a obra foi malfeita”, explica Cedraz.Segundo ele, até 2013, era a prefeitura  que realizava o acabamento (recapeamento asfáltico) nas obras da rede subterrânea. Mas ficou inviável e o convênio foi desfeito. “Na maioria das vezes, a prefeitura queria recapear a rua inteira. Não há condições. É inviável. Por isso, o contrato foi desfeito”, diz.

Só na capital baiana, cerca de dois mil  serviços são executados diariamente pela empresa de águas, que, segundo o presidente, conta com uma equipe capacitada para realizá-los. Menos de 1% desses serviços sofre  atrasos, garante o presidente do órgão.Apesar de estar há quatro meses no cargo diretivo,Rogério Cedraz começou a carreira como estagiário na Embasa. Ele destacou a importância de investir na eficientização dos gastos para mais realizações, com menos recursos.

Fonte: Jornal A Tarde

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