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quinta-feira, 1 outubro, 2015

Bahia registra 54 casos de síndrome Guillain-Barré

54 casos da Síndrome de Guilain-Barré já foram notificados na Bahia, pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A síndrome é uma doença neurológica caracterizada por fraqueza progressiva nas pernas, acompanhada de paralisia muscular.

Em geral, a doença evolui rapidamente, atinge o ponto máximo de gravidade por volta da segunda ou terceira semana e regride devagar. Não se conhece a causa específica da síndrome, entretando ela está associada a vários vírus, inclusive o vírus da Zika.

O primeiro caso da doença foi registrado na Bahia em maio deste ano e não há dados no ano de 2014. De acordo com a Sesab, um paciente com Guillain-Barré morreu. Uma outra morte também pode estar relacionada à síndrome, mas ainda está sendo investigada.

No total, 12 pessoas com a síndrome foram atendidas no Hospital Couto Maia, em Salvador. Também há casos registrados em Valença, Alcoçaba, Camaçari, Camamu, Cândido Sales, Ibicuí, Itabuna, Itajuípe, Monte Santo, Mutuípe e Serrinha.

Segundo informaçõs da Sesab, o sintoma preponderante da doença é a fraqueza muscular progressiva, acompanhada ou não de alterações da sensibilidade, como coceira, queimação e dormência. A fraqueza se manifesta inicialmente nas pernas e atinge outras áreas do corpo de forma ascendente. Podem ocorrer perdas motoras e paralisia com flacidez dos músculos.

Com a evolução da doença, a fraqueza pode atingir o tronco, braços, pescoço, os músculos da face, e, em casos graves, afetar o sistema respiratório e a deglutição. Os sintomas regridem no sentido inverso ao que começaram, isto é, de cima para baixo.

Ao reconhecer esses sintomas, é preciso procurar imediatamente o posto de saúde ou a UPA mais próxima. Caso a equipe médica detecte a enfermidade, o paciente será encaminhado para o Hospital Couto Maia, centro de referência em infectologia na Bahia. O Couto Maia atende apenas casos encaminhados e regulados para a unidade.

O diagnóstico deve ser feito primeiramente com uma avaliação clínica, realizada por neurologista, que vai reconhecer a paralisia com flacidez dos músculos. É seguido do exame do líquido da medula espinhal, que vai confirmar o caso. É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças autoimunes e neuropatias.

O tratamento da síndrome é feito por meio da administração intravenosa de imunoglobulina humana para estabilizar o paciente e iniciar a regressão do caso. As imunoglobulinas são uma mistura de anticorpos produzidos naturalmente pelo sistema imune do corpo. O enfermo deve ser atendido por equipe multidisciplinar, que inclui fisioterapeuta, fonoaudiólogo e infectologista, a fim de prevenir seqüelas.

Em casos mais graves, quando os músculos da respiração e da face são afetados, os pacientes necessitam de ventilação mecânica para o tratamento da insuficiência respiratória. A síndrome de Guillain-Barré exige internação hospitalar já na fase inicial da evolução.

Fonte: Tribuna da Bahia

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